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24 FEV 2026
SAÚDE
Prefeitura de Sinop orienta população sobre cuidados com caramujos africanos durante o período chuvoso
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Centro de Combate às Endemias reforça medidas preventivas e alerta para riscos à saúde pública causados pela espécie invasora

A Prefeitura de Sinop, por meio do Centro de Combate às Endemias, vinculado à Secretaria de Saúde, orienta a população sobre os cuidados necessários para evitar a proliferação do caramujo africano, espécie invasora que encontra no período chuvoso condições favoráveis para reprodução. O aumento da umidade e da vegetação cria ambiente propício para o abrigo e a alimentação desses moluscos, o que amplia o risco de presença nos quintais e terrenos baldios.

Além de causar impactos ambientais, o caramujo africano pode representar risco à saúde pública quando infectado por parasitas. A espécie difere do caramujo nativo por apresentar concha mais escura, borda afiada e extremidade pontuda. Já o caramujo nativo possui concha mais clara e formato arredondado. A identificação correta é essencial para que a população adote as medidas adequadas de controle.

O médico veterinário do Centro de Combate às Endemias de Sinop, Joacyr Oliveira, explicou que o período chuvoso favorece diretamente a reprodução da espécie. “As chuvas aumentam a vegetação, então o caramujo depende de alimento e abrigo para sobreviver. Como há abundância de alimentação na época de chuvas, com o aumento da vegetação, ele se multiplica mais rapidamente. Os caramujos podem transmitir doenças e as principais são a meningite eosinofílica e a angiostrongilíase abdominal”, afirmou.

O especialista alertou que a transmissão ocorre por meio de parasitas presentes no muco do animal e reforçou a necessidade de evitar o contato direto. “Ambas são transmitidas através do muco que esses caramujos possuem. A contaminação ocorre ao consumir alimentos que estejam com esse muco ou também pelo contato direto com esses caramujos”, explicou.

Segundo o profissional, a limpeza dos quintais e terrenos representa uma das principais medidas de prevenção. A retirada de entulhos, restos de vegetação e materiais que possam servir de abrigo reduz as condições favoráveis à reprodução. “Os caramujos necessitam de abrigo e alimento, então limpar os terrenos para que não haja crescimento de vegetação é um bom início para evitar a multiplicação dos caramujos. Limpar os terrenos de entulhos e manter a vegetação controlada é uma boa maneira de evitar a multiplicação”, destacou.

O método mais recomendado para o controle é a catação manual, realizada com segurança e proteção adequada. “O método de controle mais barato e mais ambiental que existe é a catação. Ela deve ser feita principalmente no horário da noite, porque trata-se de um animal que tem hábitos noturnos. Para fazer a catação, deve-se usar luvas ou sacolas plásticas, evitando assim o contato direto com o caramujo”, reforçou.

Após a coleta, o descarte correto é fundamental para impedir a sobrevivência e a reprodução dos moluscos. “Deve ser feito um buraco na terra e usada cal virgem, colocada no fundo, e esses caramujos devem ser depositados dentro, com outra camada de cal por cima e depois cobertos com terra. Isso deve ser feito diariamente. As pessoas não devem utilizar sal para fazer controle e também devem evitar iscas que normalmente contêm metais pesados”, orientou.

O médico veterinário também destacou que a responsabilidade pela limpeza dos terrenos é essencial para o controle da espécie e para a proteção da saúde coletiva. “É importante conscientizar todos os moradores que a limpeza de quintais e terrenos baldios é função do proprietário. Ele é responsável por esses espaços e também acaba sendo responsável pela multiplicação dessa espécie, porque, se mantiver os terrenos limpos, essa multiplicação não ocorrerá”, pontuou.

Outro ponto de atenção é o risco indireto causado pelas conchas abandonadas. “Se você utilizar algum produto para matar esses caramujos e eles morrerem dentro da concha, a concha pode acumular água e ajudar até na multiplicação de mosquitos, como o da dengue e da chikungunya, causando assim outras doenças”, alertou.

O profissional reforçou que a colaboração da população é essencial para o controle do caramujo africano e para a prevenção de doenças. A adoção de medidas simples, como a limpeza regular dos quintais, a eliminação de entulhos e o manejo correto dos animais coletados, contribui para reduzir riscos e proteger a saúde pública em todo o município.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Jhayne Lima
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