Mais de 100 pessoas, entre líderes comunitários, religiosos, presidente de bairros, delegados e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), participaram hoje (24), de uma palestra que abordou o diagnóstico, sintomas e tratamento da hansen&i…
Mais de 100 pessoas, entre líderes comunitários, religiosos, presidente de bairros, delegados e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), participaram hoje (24), de uma palestra que abordou o diagnóstico, sintomas e tratamento da hanseníase. O evento marcou o “Dia Mundial do Hanseniano”, comemorado na data. De acordo com a coordenadora municipal do programa de combate à hanseníase e tuberculose, Jussara Wolhmuth, a equipe realiza um trabalho continuado com formação e treinamentos direcionados aos profissionais da saúde e abertos à população. “Além desse trabalho contínuo, desenvolvemos treinamentos diferenciados em dias específicos, como hoje”, destaca. Jussara explica que o paciente que suspeitar de hanseníase deve procurar a Unidade de Saúde mais próxima, onde será encaminhado para consulta médica e realização de exames. Em 2010, 172 casos foram diagnosticados em Sinop, já em 2011 o numero caiu para 165. “Gradativamente, com a realização de campanhas e o acompanhamento correto vamos reduzir a quantidade de casos”, aponta o secretário de Saúde, Mauri Rodrigues de Lima. O tratamento varia de seis a doze meses. Na primeira dose do tratamento, a maioria dos bacilos são fragmentados e não há mais chance de contaminação, contudo, o paciente ainda precisa do acompanhamento de especialistas. A hanseníase é causada pelo bacilo de Hansen, o Mycobacterium leprae, um parasita que ataca a pele e nervos periféricos, mas também pode afetar outros órgãos como o fígado, testículos e olhos. Entre os primeiros sintomas estão o aparecimento de manchas dormentes, de cor avermelhada ou esbranquiçada, em qualquer região do corpo. Placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações também podem ocorrer. O avanço da doença pode comprometer os nervos, causar deformações em regiões como nariz e dedos e impedir determinados movimentos, como abrir e fechar as mãos. O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica com aplicação de testes de sensibilidade, força motora e palpação dos nervos e com exames laboratoriais. A transmissão do bacilo de Hansen é feita pelo ar ou pelo contato com pessoas infectadas, que não estejam em tratamento. O diagnostico precoce e o tratamento correto podem evitar seqüelas e proporcionar ao paciente uma vida normal.