Desenvolver a criatividade, o raciocínio e a educação ambiental, tendo como recurso pedagógico a imaginação. Este será o desafio dos professores que participaram da capacitação do projeto Rios Voadores em sala de aula…
Desenvolver a criatividade, o raciocínio e a educação ambiental, tendo como recurso pedagógico a imaginação. Este será o desafio dos professores que participaram da capacitação do projeto Rios Voadores em sala de aula: apresentar o fenômeno “rios voadores” que dá nome ao projeto, a importância dele e a preservação dos recursos naturais da Amazônia. Os “rios voadores” são cursos de água atmosféricos, formados por massas de ar carregadas de vapor de água, muitas vezes acompanhados por nuvens. Os ventos trazem para dentro do continente o vapor de água evaporado pelo sol no Oceano Atlântico, na altura do equador. Transformado em chuva que cai na floresta, o vapor de água volta para a atmosfera novamente pela ação de evapotranspiração das árvores. As correntes carregam as massas de ar úmido da Bacia Amazônica para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Esse fenômeno meteorológico regula o clima brasileiro, determinante no sucesso da agricultura nacional. O projeto é uma iniciativa patrocinada pelo Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental, é coordenado pelo engenheiro e piloto Gérard Moss. Sinop foi uma das 18 cidades escolhidas para desenvolvimento do programa de educação ambiental e para mostrar à sociedade sinopense o quanto a presença da floresta amazônica é importante para o sucesso da produção agrícola do município. O projeto já passou por Brasília (DF), Chapecó (SC), Cuiabá (MT), Londrina (PR), Ribeirão Preto (SP), Uberlândia (MG) Campo Grande (MS), Goiânia (GO), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Santa Maria (RS) entre outros. A educação ambiental já é uma prática na Rede Municipal de Ensino em projetos institucionais. No entanto, o diferencial deste projeto é o efeito multiplicador, pois todo o conhecimento adquirido na pesquisa e transmitido aos professores a cada nova turma renova-se o despertar do aluno sobre a consciência do seu entorno. Segundo Gérard Moss desde o início do projeto em 2007, cerca de 900 professores já passaram pela capacitação e 200 mil crianças foram atingidas diretamente e o objetivo pessoal do coordenador é atingir 1 milhão de crianças. “Hoje em dia, a criança tem a tendência de olhar para a tela de computador, tablete, celular e não tem interesse de olhar mais para o céu, para uma árvore, para uma nuvem e valorizar isso. O melhor presente é quando o aluno sai da aula e começa a olhar o céu e perceber o seu redor”, informou.