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OUT
17
17 OUT 2011
Capacitação em Hanseníase iniciou nesta segunda, 17
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O setor de Hanseníase da Secretaria de Saúde de Sinop<br>realiza<br>nos dias 17, 18 e 19<br>de outubro uma capacitação em hanseníase para todos os profissionais da rede pública (médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliar…
O setor de Hanseníase da Secretaria de Saúde de Sinop realiza nos dias 17, 18 e 19 de outubro uma capacitação em hanseníase para todos os profissionais da rede pública (médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares, fisioterapeutas, psicólogos). A capacitação será ministrada pelo médico dermatologista Jaison Barreto, especialista na área e patologista do Instituto Lauro Souza Lima, de São Paulo, unidade de referência em tratamentos da doença. O curso será realizado pela manhã nos dias 17 e 18 no Plenário da Prefeitura (antiga Câmara Municipal) e à tarde no Centro de Especialidades Médicas com avaliação de pacientes. Já no dia 19 a atividade estará toda concentrada no Plenário. O treinamento integra as ações de prevenção, controle e tratamento da hanseníase em Sinop. Em 2010, 172 casos foram diagnosticados no município, já em 2011 o número até o momento chegou a 59 casos. O tratamento varia de seis a doze meses. Na primeira dose do tratamento, a maioria dos bacilos são fragmentados e não há mais chance de contaminação, contudo, o paciente ainda precisa de acompanhamento de especialistas. A hanseníase é causada pelo bacilo de Hansen, o Mycobacterium leprae, um parasita que ataca a pele e nervos periféricos, mas também pode afetar outros órgãos como o fígado, testículos e olhos. Entre os primeiros sintomas estão o aparecimento de manchas dormentes, de cor avermelhada ou esbranquiçada, em qualquer região do corpo. Placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações também podem ocorrer. O avanço da doença pode comprometer os nervos, causar deformações em regiões como nariz e dedos e impedir determinados movimentos, como abrir e fechar as mãos. O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica com aplicação de testes de sensibilidade, força motora e palpação dos nervos e com exames laboratoriais. A transmissão do bacilo de Hansen é feita pelo ar ou pelo contato com pessoas infectadas, que não estejam em tratamento. O diagnostico precoce e o tratamento correto podem evitar seqüelas e proporcionar ao paciente uma vida normal.
Autor: Claudia Lazarotto
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