A Secretaria de Saúde realiza na próxima sexta-feira, o “Projeto 8 de Março”, com uma programação especial dedicada a esclarecer aos alunos do Centro de Educação de Jovens e Adultos Silva Freire, tópicos sobre sa…
A Secretaria de Saúde realiza na próxima sexta-feira, o “Projeto 8 de Março”, com uma programação especial dedicada a esclarecer aos alunos do Centro de Educação de Jovens e Adultos Silva Freire, tópicos sobre saúde feminina em comemoração ao Dia da Mulher. A perspectiva é que mais de mil estudantes participem da programação. Três profissionais da pasta estarão no Ceja das 19 às 22h15 para realizar palestras e esclarecer duvidas da comunidade escolar. Participam do projeto as enfermeiras Susi Eva Alves Felix, Patrícia Kamitami e Jorgina Froes. Susi falará sobre o tema “Violência contra a mulher”. Ela é especialista em saúde da família, com formação pedagógica na área de saúde com ênfase em enfermagem e formação em Direito com especialização em direito publico, além de exercer a função de coordenadora do Departamento Jurídico da Secretaria Municipal de Saúde. Patrícia Kamitami é especialista em gestão hospitalar e coordenadora da Central de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde e debaterá a “promoção da saúde da mulher”. Já Jorgina é especialista em saúde do idoso e coordenadora do Programa Saúde da Família e fecha a noite com o tema “Atenção Básica: Funcionamento do Programa Saúde da Família”. De acordo com o responsável pela pasta, Francisco Specian, “A criação do dia da mulher vem de um conceito de luta. E nesse conceito de debater o papel da mulher na sociedade é que vamos levar profissionais gabaritadas para que o 8 de março seja visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países e ampliem os espaços de discussão". A data Em 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano. Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o dia 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).