O setor de combate a hanseníase e tuberculose recebeu nesta manhã (12), uma visita técnica de representantes do Ministério da Saúde. De acordo com o enfermeiro responsável pelo setor, Pedro Henrique Siqueira, o acompanhamento foi para a r…
O setor de combate a hanseníase e tuberculose recebeu nesta manhã (12), uma visita técnica de representantes do Ministério da Saúde. De acordo com o enfermeiro responsável pelo setor, Pedro Henrique Siqueira, o acompanhamento foi para a realização da campanha de combate a hanseníase e verminoses que será realizada em nível nacional entre os dias 18 a 22 de março. Em Sinop a previsão é que 17 mil estudantes das redes municipal e estadual entre 5 a 14 anos integrem a campanha. “O objetivo central é identificar casos de hanseníase entre as crianças e iniciar o tratamento precoce. Além do combate às verminoses”, pontua. Para isso, profissionais da área de saúde irão visitar as escolas e ministrar doses de comprimidos de parisitoses às crianças. “Os pais que não querem que os filhos recebam a medicação devem assinar um termo que será enviado com antecedência e encaminhá-lo para a direção da escola”, explica Pedro. Além do medicamento, os estudantes também irão receber um boneco para que em casa marquem no mesmo os locais onde apresentam lesões e possam ser agendados atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde para verificação das manchas e acompanhamento adequado, caso for constatada hanseníase. Pedro salienta que o paciente que suspeitar de hanseníase deve procurar a Unidade de Saúde mais próxima, onde será encaminhado para consulta médica e realização de exames. Em 2010, 172 casos foram diagnosticados em Sinop, já em 2011 foram 165 casos e em 2012, 170 casos, dos quais 6 diagnosticados em pacientes com faixa etária inferior a 15 anos. O tratamento varia de seis a doze meses. Na primeira dose do tratamento, a maioria dos bacilos são fragmentados e não há mais chance de contaminação, contudo, o paciente ainda precisa do acompanhamento de especialistas. A hanseníase é causada pelo bacilo de Hansen, o Mycobacterium leprae, um parasita que ataca a pele e nervos periféricos, mas também pode afetar outros órgãos como o fígado, testículos e olhos. Entre os primeiros sintomas estão o aparecimento de manchas dormentes, de cor avermelhada ou esbranquiçada, em qualquer região do corpo. Placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações também podem ocorrer. O avanço da doença pode comprometer os nervos, causar deformações em regiões como nariz e dedos e impedir determinados movimentos, como abrir e fechar as mãos. O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica com aplicação de testes de sensibilidade, força motora e palpação dos nervos e com exames laboratoriais. A transmissão do bacilo de Hansen é feita pelo ar ou pelo contato com pessoas infectadas, que não estejam em tratamento. O diagnostico precoce e o tratamento correto podem evitar seqüelas e proporcionar ao paciente uma vida normal.