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MAI
14
14 MAI 2013
Hanseníase: pesquisadora da UFPR realiza coletas para análises em Sinop
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A técnica de laboratório da Universidade Federal do Paraná, Marilde Lermem, está em Sinop há duas semanas coletando amostras sanguíneas de pacientes já tratados ou em tratamento de hanseníase e também de grupos que en…
A técnica de laboratório da Universidade Federal do Paraná, Marilde Lermem, está em Sinop há duas semanas coletando amostras sanguíneas de pacientes já tratados ou em tratamento de hanseníase e também de grupos que entraram em contato com pacientes que apresentaram a doença. O objetivo é coletar 200 amostras de pacientes e 200 amostras do grupo de controle para a elaboração de um estudo dos mecanismos de defesa do organismo contra a hanseníase. Para isso, Marilde explica que o Laboratório de Imunologia Molecular da UFPR irá utilizar o material biológico da coleta sanguínea, formando um “banco de material biológico” para projetos de pesquisa. O banco será mantido por cinco anos sob coordenação da professora Iara Reason e após esse período descartado de acordo com as normas da vigilância sanitária. Inicialmente as amostras serão usadas na pesquisa de mestrado do investigador Sérvio Túlio Stinghen, também da UFPR. A adesão em participar da pesquisa é voluntaria e os interessados podem procurar a pesquisadora na Central de Cmbate a Hanseníase, na Rua das Cerejeiras 440, (antigo PSF do Botânico), das 8 às 11h30 e à tarde das 13h30 às 16h30. Marilde salienta que para participar da pesquisa os voluntários devem ter acima de 18 anos. “Não há custos e há qualquer momento o voluntário pode desistir da pesquisa e retirar a participação. Mas é fundamental que quem estive em grupos de contato e pacientes participem para buscarmos detalhes da hanseníase”. A pesquisadora deve ficar em Sinop até a sexta-feira, 24 de maio, para a realização das coletas. Hanseníase em Sinop Em 2010, 172 casos foram diagnosticados em Sinop, já em 2011 foram 165 casos e em 2012, 170 casos, dos quais 6 diagnosticados em pacientes com faixa etária inferior a 15 anos. O tratamento varia de seis a doze meses. Na primeira dose do tratamento, a maioria dos bacilos são fragmentados e não há mais chance de contaminação, contudo, o paciente ainda precisa do acompanhamento de especialistas. A hanseníase é causada pelo bacilo de Hansen, o Mycobacterium leprae, um parasita que ataca a pele e nervos periféricos, mas também pode afetar outros órgãos como o fígado, testículos e olhos. Entre os primeiros sintomas estão o aparecimento de manchas dormentes, de cor avermelhada ou esbranquiçada, em qualquer região do corpo. Placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações também podem ocorrer. O avanço da doença pode comprometer os nervos, causar deformações em regiões como nariz e dedos e impedir determinados movimentos, como abrir e fechar as mãos. O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica com aplicação de testes de sensibilidade, força motora e palpação dos nervos e com exames laboratoriais. A transmissão do bacilo de Hansen é feita pelo ar ou pelo contato com pessoas infectadas, que não estejam em tratamento. O diagnostico precoce e o tratamento correto podem evitar seqüelas e proporcionar ao paciente uma vida normal. O paciente que suspeitar de hanseníase deve procurar a Unidade de Saúde mais próxima, onde será encaminhado para consulta médica e realização de exames.
Autor: Claudia Lazarotto
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