Aproximadamente 150 profissionais da Secretaria de Saúde participaram nesta sexta-feira (11), de uma capacitação que abordou AIDS/HIV. No inicio da tarde os profissionais acompanharam o depoimento de Cátia Damacena, soro positivo há 14 anos. C&a…
Aproximadamente 150 profissionais da Secretaria de Saúde participaram nesta sexta-feira (11), de uma capacitação que abordou AIDS/HIV. No inicio da tarde os profissionais acompanharam o depoimento de Cátia Damacena, soro positivo há 14 anos. Cátia contou que contraiu o vírus de um namorado. “Estava tão apaixonada que não pensei em mim, nas conseqüências, não havia muita informação e eu só tinha medo que ele morresse, acabei contraindo o vírus porque o preservativo falhou. Levei quatro meses para fazer o exame”, disse. Para ela, ainda há muito preconceito. “Não comigo, eu me imponho e levo uma vida normal, já passei da fase de sentir como uma culpa e hoje vejo como uma missão conscientizar a cerca dos riscos, mas vejo muita gente sofrendo preconceito”, destacou. Cátia ressaltou que a percepção em relação à doença passou a mudar em 200 quando participou de um evento nacional para aidéticos e resolveu cursar faculdade. Formada em Comunicação Social, passou a pesquisar alternativas para quem tem a doença. “Até então só procurava noticias ruins, de como eu ficaria, depois alterou tudo na minha vida”. Segundo ela, os profissionais que atendem pessoas soro positivas precisam ter uma formação especifica para poder realizar o atendimento. “Caso contrário, eles não sabem como proceder daí precisam encaminhar para alguém especializado”. Além de Cátia, o coordenador do programa municipal de DST, HIV/AIDS e Hepatites de Sinop, Walther Esteves Lima, também falou aos servidores abordando formas de contato e cuidados que os profissionais da saúde necessitam desenvolver. O evento iniciou às 15h e encerrou às 17, no anfiteatro da Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat).